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Estado Islâmico assume atentados em Paris que mataram mais de cem


O presidente François Hollande decreta luto nacional e pede aos franceses "unidade e sangue-frio" diante do "ato de guerra". Europa, em alerta, prepara novas medidas de segurança contra o terrorismo


  Por Guerra ao terror 14 de Novembro de 2015 às 10:03

  | Os desdobramentos dos atentados em Paris na sexta-feira, 13 de novembro. Com informações de agências de notícias


O grupo extremista Estado Islâmico (EI) assumiu oficialmente neste sábado (14/11), em comunicado, os atentados terroristas de ontem (13) à noite em Paris, que causaram pelo menos 127 mortos e 180 feridos.

"Oito irmãos usando cintos explosivos e armados com fuzis atacaram ocais cuidadosamente escolhidos, no coração de Paris", afirma o comunicado, em árabe e em francês.

"Que a França e aqueles que seguem seu caminho saibam que permanecerão entre os alvos do Estado Islâmico", acrescentou a organização extremista sunita.

De acordo com a nota, os ataques de Paris seriam uma resposta aos bombardeios contra os muçulmanos "em terras do califado", ou seja, às regiões do Iraque e da Síria controladas pelo EI.

O presidente francês, François Hollande, já tinha já atribuído os ataques ao grupo terrorista, que qualificou como um "ato de guerra" cometido por "um exército terrorista" contra a França.

Hollande pediu aos franceses "unidade e sangue-frio", ao mesmo tempo em que decretou o "luto nacional por três dias", na sequência dos ataques terroristas de sexta-feira.

"O que aconteceu ontem é um ato de guerra (...) que foi cometido pelo Estado Islâmico, organizado a partir do exterior e com cúmplices interiores que o inquérito deverá estabelecer", afirmou Hollande.

O presidente da França acrescentou que falará segunda-feira (16) no Parlamento francês, para informar sobre as medidas que adotará.

Os ataques terroristas ocorreram em pelo menos seis locais diferentes da cidade, entre eles uma sala de espetáculos e o estádio nacional, onde decorria um jogo de futebol entre as seleções de França e da Alemanha.

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A França decretou o estado de emergência e restabeleceu o controle de fronteiras na sequência do atentado classificado por François Hollande classificou como “ataques terroristas sem precedentes no país”.

 

LEGENDA DA FOTO

 

EUROPA EM ALERTA

O primeiro ministro britânico David Cameron e governantes de vários países europeus reúnem seus conselhos de segurança para avaliar os atentados de Paris.

"Vou presidir uma reunião da Comissão de Segurança esta manhã, depois dos terríveis e repugnantes atentados terroristas em Paris", declarou Cameron em sua conta no Twitter.

O governo da Itália decidiu aumentar o nível de alerta no país e convocou uma reunião de emergência da Comissão de Ordem e Segurança Pública, presidida pelo primeiro-ministro, Matteo Rinzi.

O aumento dos controles de segurança afetará principalmente Roma e Milão, enquanto o nível de alerta máximo atingirá todo o território, informou o Ministério do Interior italiano.

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A chanceler alemã, Angela Merkel, convocou uma reunião ministerial de crise e prometeu "fazer tudo" para ajudar a França no "combate contra os terroristas".

"Vou me reunir durante o dia com os ministros, de modo a analisar o desenvolvimento da situação na França e de todas as questões relacionadas", declarou Merkel.

"Vamos fazer tudo para ajudar a combater os autores e os instigadores desses atentados. Estamos ao lado da França, afirmou Angela Merkel, informa ndo que está "em contato direto" com o governo francês.

A chanceler acrescentou que "este atentado contra a liberdade não visa apenas Paris, mas atinge todos".

O presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, também preside hoje de manhã, no Palácio da Moncloa, uma reunião do Conselho de Segurança Nacional para analisar a situação depois dos atentados de Paris.

*Com informações da Agência Brasil