São Paulo, 11 de Dezembro de 2016

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Das ideias no papel a planos de negócio robustos
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Empreendedores sociais iniciam ciclo de capacitação e treinamento para entrar no mercado

“Como fazer um negócio andar?”; “Preciso afinar o plano de negócios da minha empresa”; “Não sei fazer uma gestão financeira eficiente.” São essas algumas das principais dúvidas e dificuldades expostas por um grupo de 17 empreendedores sociais presentes na abertura do 2o ciclo de incubação da Yunus Negócios Sociais, realizada no dia 18 de outubro na sede da organização em São Paulo.

A manhã ensolarada foi o ponto de partida de uma intensa jornada de aproximadamente quatro meses, chamada de “incubação” que pretende transformar projetos de negócios que ainda não existem, ou que existem mas não estão “maduros” para enfrentar o mercado, em empresas com planos de negócios robustos administradas por empreendedores devidamente capacitados. 

Os oito projetos participantes foram selecionados entre mais de mil encaminhados à organização, e os empreendedores de cada um deles passarão por um processo de capacitação, treinamento e orientação nas diferentes áreas que compreendem um negócio: gestão financeira, planejamento, marketing e recursos humanos. Além de capacitar os futuros empresários, a incubadora também faz o meio de campo para agendar conversas com potenciais investidores e parceiros.

Além de bancadas de trabalho há pufes e sofás formando uma espécie de sala de estar e uma cozinha. “Esta é a segunda casa de vocês. Cada um receberá uma chave, e também será responsável pelo espaço. Queremos que vocês usem esse galpão para o que precisarem, como fazer reuniões com fornecedores ou parceiros”, convida Victor Pucci, coordenador da incubadora. Sentados em círculo os empreendedores ouvem a equipe da incubadora apresentar os detalhes sobre o programa.   


O clima no galpão é descontraído e acolhedor. Em círculo, os empreendedores sociais apresentam seus projetos e expõem dúvidas e pontos que precisam aprender para tocar uma empresa competitiva no mercado

São oito empresas participantes: Morada da Floresta, Sociedade do Sol, Roupa Impermeável, House of Work, Empresa Social de Reciclagem, Poupa Certo e Fluxo. Em comum, uma particularidade: são negócios sociais. Significa que são empresas autossustentáveis financeiramente, cuja missão é contribuir para solucionar um problema social. Ou seja, além de gerar lucro suficiente para fechar o caixa positivo todo final do mês, também precisam ter atrelado à sua cadeia produtiva um impacto social positivo.
Potencializar jovens lideranças de comunidades carentes, espaço de coworking e convivência familiar, aquecedor solar de baixo custo, roupas impermeáveis para ciclistas, comunicação, permacultura na cidade grande, finanças pessoais para populações de baixa renda e combate à pobreza por meio do uso de resíduos sólidos formam o conjunto de áreas de atuação das incubadas. “Queremos que as empresas “explodam”, ganhem o mundo. Por isso selecionamos negócios de alto impacto”, afirma Pucci.
A Yunnus Negócios Sociais Brasil, organização que coordena a incubação, leva o nome do economista indiano Muhammad Yunus, criador do conceito de “negócio social”. Yunus fundou em 1983 o Grameen Bank, banco de microcrédito de Bangladesh cuja principal missão é erradicar a pobreza da Índia. À primeira vista parece ser um objetivo bastante ambicioso, mas fato é que em menos de 20 anos o banco emprestou mais de US$ 13 bilhões a 8,3 milhões de pessoas e rendeu a Yunnus, em 2006, o prêmio Nobel da paz. A partir daí, esse  modelo de negócio, social, vem sendo replicado em diversos lugares do mundo, inclusive no Brasil.


A incubadora será a segunda casa dos empreendedores

De volta àquela manhã ensolarada: os empreendedores selecionados tinham todas as razões para manifestar seu entusiasmo com a oportunidade conquistada. Além de contar com o apoio técnico dos especialistas da incubadora e mentores voluntários da consultoria BCG, ao final do ciclo a expectativa é que seus planos de negócio sejam suficientemente robustos para receber investimento da própria incubadora, que também funciona como um negócio social e tem um fundo específico para impulsionar negócios dessa natureza.

Os próximos passos dos empreendedores e seus empreendimentos você acompanha aqui, no blog Marco Zero.



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