São Paulo, 28 de Setembro de 2016

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Complexo ou complicado?
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O mundo empresarial reservou-se o direito de enquadrar-se em melhores práticas, gírias, termos e planos – o que pode levá-lo ao fracasso.

Em muitos casos, o problema não reside propriamente no desafio a ser resolvido, mas nos olhos de quem o analisa. A vida empresarial coloca-nos em um moto-contínuo de jargões, cumprimento de metas, reuniões desnecessárias, discursos vazios, entre outros vícios e contaminações capazes de tornar pessoas e organizações absolutamente míopes.

Saber o momento certo de trocar as lentes é a solução. Progressivamente, conforme se evolui no campo profissional – seja como funcionário ou empreendedor -, cenários mais complexos surgem e exigem, por consequência, respostas mais rápidas sobre temas que, muitas vezes, desconhecemos.

A incerteza é a única certeza que temos pelo caminho. Não se trata de negá-la ou mitigar seus efeitos, mas reconhecê-la como um dado da realidade. O mundo não ficou complicado: está e ficará cada vez mais complexo.

Como ensina o professor Humberto Mariotti, autor de inúmeros textos sobre o assunto, gerir a complexidade no campo empresarial representa mudar o olhar que debruçamos sobre as diversas variáveis que compõem o nosso dia-a-dia. Ampliar a visão periférica, enxergar como os pontos estão interligados e buscar razões além do óbvio são aspectos básicos para quem deseja enxergar à frente dos demais.

Um dos principais malefícios da recusa à visão complexa do mundo é a ilusão de que controlamos tudo. Acreditamos, nas fronteiras corporativas, que basta um planejamento estratégico mirabolante ou um cronograma detalhado para chegarmos ao destino previsto. O professor Mariotti alerta em um dos seus artigos: “com muita frequência, o excesso de confiança está associado à ilusão de controle, que por sua vez é um bom indicador de como as pessoas conseguem lidar com seus egos. Há evidências de que os indivíduos que lidam melhor com sua dimensão egóica têm mais facilidade de abandonar posturas de confiança excessiva (como estar sempre cheios de certezas) e assumir a atitude de mente aberta que, como se sabe, é fundamental para o aprendizado”.

Que tal mudar as lentes? Ampliar a visão? Abandonar zonas de conforto e verdades absolutas? Dizer que “sempre foi assim” ou “sempre deu certo” pode ser o atalho mais eficaz para o fracasso. Não se complique.



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