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As tendências globais para o varejo


Pesquisa da Deloitte apresentada na NRF Big Show, o maior evento internacional de varejo, revela um consumidor em transformação e um cenário desafiador em um mundo menos globalizado


  Por NRF Big Show 16 de Janeiro de 2017 às 17:00

  | Conheça as novidades da maior feira de varejo do mundo. Por Sérgio Teixeira Jr., de Nova York


A consultoria Deloitte apresentou no evento da NRF a 20ª edição do relatório Potências do Varejo Global, composto por um ranking das maiores empresas do mundo do setor e as perspectivas para o ano que começa. 

Confira alguns dos principais destaques do estudo.


1-    Um consumidor em transformação

Os consumidores se definem menos pela quantidade de objetos e mais pela qualidade e pela “curadoria” de suas vidas, tanto no consumo e como em suas experiências. 

Nos últimos dois anos, a compra de “experiências” vem crescendo três vezes mais rápido que a compra de bens. 

Isso significa, por exemplo, um desafio para empresas de “fast fashion”. 

A sueca H&M, por exemplo, vai lançar linhas de preço mais alto, com grande atenção para o impacto social e ambiental das peças.

2-    O impacto das redes sociais

Especialmente entre os mais jovens, as decisões de compra também passam pelo valor que elas agregam à “personalidade online” dos consumidores. 

Assim como celebridades, muitos millennials têm grande número de seguidores e cuidam atentamente da imagem que projetam em serviços como Instagram, Twitter e Snapchat. 

“Os consumidores querem experiências autênticas e compartilháveis para compor suas marcas pessoais”, diz o estudo da Deloitte.

3-    O varejo sob demanda

A ideia não é exatamente nova, e sob demanda pode significar muitas coisas diferentes. 

A Deloitte menciona o impacto da Amazon no mercado europeu: a empresa lançou um serviço de entrega de compras de supermercado em uma hora em diversas cidade do continente. 

“O Carrefour respondeu na França, e deve ser acompanhado por outras empresas europeias”, afirma a Deloitte. E velocidade não é tudo. Os consumidores esperam serviço rápido, mas também de alta qualidade.

4-    Um cenário econômico desafiador

Uma das principais tendências apontadas pela Deloitte é o movimento antiglobalização, cujos símbolos maiores são a vitória do Brexit no plebiscito britânico e de Donald Trump na eleição presidencial americana. 

“Restrições ao comércio internacional tendem a desacelerar o crescimento econômico, um importante motor do sucesso do varejo.” 

A baixa inflação registrada nas grandes economias também será um desafio para o varejo, pois significa competição intensa em preço e necessidade redobrada de diferenciar-se em relação aos concorrentes. 

Em relação à América Latina, a consultoria aponta que as empresas da região tiveram um bom desempenho em geral no ano passado. 

O crescimento de 11,3% foi o segundo mais alto registrado globalmente, depois de África/Oriente Médio.


5-    O ranking

Pela primeira vez, a Amazon figura entre as dez maiores varejistas do mundo no ranking da Deloitte. 

Entre as empresas brasileiras, a única a figurar entre as 250 maiores do mundo é a Lojas Americanas, na 170ª posição. 

 

FOTO: Thinkstock

Arte: Guto Camargo