Acontece no Estado

Semestre marca elevação de 5,12% nas consultas


Libânio Victor Nunes de Oliveira, presidente da Acim, observa maior número de negociação entre empresas


  Por Redação Facesp 04 de Julho de 2017 às 00:00

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


Os seis primeiros meses do ano marcam, através dos dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, elevação nas negociações entre empresas, com 5,12% a mais no número de consultas ao semestre do ano passado.

“O índice não é muito, mas demonstra uma reação tímida dos empresários quanto a crise instalada”, disse o presidente da associação comercial local, Libânio Victor Nunes de Oliveira, ao observar as estatísticas mensais dos dados do SCPC da Acim.

“O fato das empresas buscarem informações de outras empresas, não quer dizer que o negócio foi efetivado”, alertou.

Para o presidente da entidade simplesmente pelo fato das empresas estarem em negociação já é algo bom.

“Isso demonstra que negócios estão sendo articulados”, ressaltou o presidente da ACI de Marília, ao verificar os 19.855 registros realizados no ano passado nos seis primeiros meses de 2016, diante dos 20.871 registros realizados no mesmo período deste ano.

“As consultas empresariais envolvem informações sobre o CNPJ da empresa”, comparou.

“Nesta consulta o empresário passa a ter conhecimento de como está a empresa com quem negocia”, explicou.

“Um detalhe importante para evitar transtornos, e até uma inadimplência, que nos dias de hoje pode ser algo de muito perigo”, comentou o dirigente ao sugerir que toda negociação entre empresas, que o empresário consulte antes de tomar uma decisão importante.

A movimentação entre cheques vem mantendo a queda, porém, os primeiros seis meses do ano o movimento mostra uma diminuição na ordem de 2,39% entre as consultas sobre as operações com a emissão de cheques.

“Essa prática vem tendo diminuição constante, por ser uma prática superada pelos cartões de crédito, débito e convênios”, justificou Libânio Victor Nunes de Oliveira ao lembrar que a consulta passa a ser mais importante para se evitar o recebimento de cheques clonados, roubados, adulterados ou falsificados.

“Essas informações também são importantes, pois, são demonstrações de que a inadimplência pode ser eminente”, completou o presidente da associação comercial mariliense que se mostra preocupado com os rumos da economia, no meio do ano.

“Uma surpresa desagradável neste momento delicado que vivemos, pode prejudicar e dificultar ainda mais o desempenho do comércio”, disse em tom de preocupação.

Com o uso maior dos cartões de crédito, débito e benefícios, e até mesmo as vendas a vista, com pagamento em dinheiro em maior número, as consultas ao banco de dados do SCPC da Acim, marcam queda de 9,8% no semestre deste ano, índice considerado normal diante da mudança de comportamento do consumidor.

“Acredito que a partir desta nova lei, com preços diferenciados entre a vista e a prazo, as consultas deverão crescer”, falou ao verificar no maior desempenho do crediário das lojas, uma oportunidade de se aumentar as consultas ao banco de dados do SCPC da Acim, por ser um instrumento importante na decisão de se oferecer crédito ao cliente.

“O comerciante que não consultar pode ter elevação na inadimplência, que nunca é bom”, ressaltou ao colocar o sistema a disposição de qualquer comerciante.