Acontece no Estado

Mogianos já pagaram R$ 166 milhões em impostos


Valor registrado pelo Impostômetro no primeiro semestre de 2017 é 13% superior ao do mesmo período do ano passado


  Por Redação Facesp 04 de Julho de 2017 às 00:00

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


Balanço do primeiro semestre aponta R$ 166,8 milhões em impostos pagos pelos mogianos de 1 de janeiro a 30 de junho. O valor corresponde a uma elevação de 13% na comparação com o montante registrado no mesmo período de 2016.

Os dados são do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo, que nesta segunda-feira (03/07) atingiu R$ 1,1 trilhão em tributos, taxas e contribuições pagas por todos os brasileiros. A marca foi registrada 19 dias antes do que em 2016, o que indica o avanço da carga tributária de um ano para outro. 

Em Mogi das Cruzes, no primeiro semestre de 2016 o total de impostos pagos correspondeu a R$ 147, 9 milhões. Agora em 2017, no mesmo período (1º de janeiro a 30 de julho) foram pagos R$ 18,9 milhões a mais pelos mogianos em tributos federais, estaduais e municipais.

“Mesmo com toda essa crise que enfrentamos e o alto índice de desemprego, o Brasil continua com uma das maiores cargas tributárias do mundo e, por isso mesmo, não há qualquer espaço para se pensar em mais impostos para ajudar o País a sair da recessão.

Se faz necessário um corte efetivo de gastos do governo e, o quanto antes, a reforma tributária”, destaca Marco Zatsuga, presidente da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC).

Dados da pesquisa Indicadores de Varejo, divulgada nesta semana pela ACSP, mostram que a Região do Alto Tietê, onde está localizada Mogi das Cruzes, fechou o primeiro quadrimestre do ano com uma retração de 7,6% nas vendas do varejo. As razões para esse desempenho são o maior desemprego e a menor disponibilidade de crédito, que tornam ainda mais lenta a recuperação do comércio.

“A alta tributação num período de consumo e vendas estagnadas compromete ainda mais a recuperação dos setores produtivos”, avalia o presidente da ACMC.